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  • Redação GestordeMarketing

O fim dos palavrões no Funk? Saiba como isso é possível

Nada de censura, nada de mudança de comportamento dos artistas, o que está fazendo com o que os palavrões usados em letras de funk e outros estilos musicais estejam com os dias contados são os algoritmos de redes sociais como facebook, Youtube e Instagram.

Esta semana em entrevista para o G1, Konrad Dantas que ficou mundialmente conhecido como Kondzilla, comentou sobre a queda de seu faturamento com publicidade no Youtube devido as mudanças de algoritmo. O empresário que criou um canal com 50 milhões de seguidores acredita que o Youtube tirou a prioridade do seu canal e que a mudança de regras fará com que os vídeos não cheguem mais aos mesmos milhões de views que alcançavam antes.

Mesmo ainda líder, audiência no YouTube, a audiência do canal de Kondzilla caiu pela metade desde pico de 1 bilhão em dezembro de 2017 para cerca de 500 milhões. O Canal GR6, seu maior concorrente no funk, se aproxima mas também não teve crescimento expressivo. (fonte: G1)

Mas a queda de audiência e de monetização não está atingindo apenas os funkeiros, ela acontece para todos os canais de youtubers, e ao contrário do que muitos imaginavam, o problema não é apenas por usar palavrões em vídeos, a coisa é bem mais complexa que isso. De acordo com as regras divulgadas pelo YouTube, o problema está menos no palavrão em si, e mais no contexto no qual ele é usado.


De acordo com explicações recentes do YouTube, insultos leves (bobão, otário, feio, xarope, estúpido, etc.) são completamente seguros, e podem ser usados em qualquer momento dentro dos vídeos e até mesmo no título do conteúdo, que não irão influenciar em nada a monetização ou na distribuição e acessos.

Palavrões que normalmente são cortados na TV aberta (p*t* que pariu, c*r*lh*, b*c*ta, vai tomar no c*, sua mãe tem p*nt*, vai se f*d*r, etc.) também são relativamente seguros e não atrapalham a monetização dependendo do contexto usado. Eles n!ao podem ser usados no thumbnail do vídeo e nem faladas durante os primeiros 30s do vídeo, mas algumas empresas podem optar por não veicular seus anúncios nesses seus vídeos. QUE TIPOS DE PALAVRÕES PODEM INTERFERIR NOS RESULTADOS DOS VÍDEOS?

O que realmente podem interferir nos acessos, na visibilidade do vídeo e principalmente na monetização são todos os tipos de discursos de ódio, ideias discriminatórias ou bullying direcionado contra qualquer tipo de pessoa ou grupo. Se os palavrões estiverem nesse contexto, os vídeos podem ter a monetização bloqueada e podem até mesmo perder visibilidade.

Outros xingamentos comuns para alguns criadores que podem entrar nessa categoria de discurso preconceituoso/de ódio é qualquer coisa que insulte etnias, religiões, movimentos sociais e políticos, ou que apontem diferenças físicas das consideradas padrão.

Basicamente, qualquer palavrão usado de maneira específica para ofender alguém ou algum grupo de pessoas fará com que os vídeos sejam barrados pelo YouTube, enquanto palavrões usados para expressar frustração (como um “p*t*a que pariu” ao levar um headshot), para fazer humor (desde que não seja uma piada que esteja ofendendo alguém) ou para pontuar sentimentos (como um “não f*de” ao não acreditar em algo que ouviu/viu/leu, ou um “p*t* que pariu, sério?” ao ouvir uma notícia muito boa) são totalmente permitidos e não ocorrerá nenhum problema para os criadores — desde que, claro, eles mantenham a regra de não soltar esses palavrões nos primeiros 30 segundos do vídeo e nem utilizá-los no título.

O QUE É UM ALGORITMO?

Um algoritmo nada mais é do que um código com instruções que mostram passo a passo os procedimentos necessários que devem ser seguidas para resolver um problema ou executar uma tarefa. Nesse caso, os algoritmos estabelecem o que pode e o que não pode ser publicado nas redes sociais automaticamente, sem precisar de envolvimento humano, ou mesmo o que vai ter mais visibilidade e o que vai ter menos. Os algoritmos também podem determinar quem pode e quem não pode receber certo conteúdo.



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