Faça uma busca no site:

freelas 2.png

Participe do nosso grupo no Telegram

  • Redação GestordeMarketing

O Fim da Era do Emprego - Adapte-se ou desapareça

Por Olimpio Araujo Junior | Founder - GestordeMarketing / MarketingFreelas

Meu pai era tipógrafo, não quis acompanhar as mudanças e inovações tecnológicas no mercado gráfico e sua profissão foi extinta. Milhares de ferreiros especializados em consertar rodas de carroça e trocar ferraduras desapareceram do mercado há muito tempo. Meu professor de datilografia para não perder o emprego virou professor de digitação, mas mesmo assim não durou muito tempo no mercado.


Estou falando de profissões que muitos nem lembravam mais que existiam, mas muitas outras estão com os dias contados. Taxistas sendo substituídos por motoristas de aplicativos e talvez no futuro por carros autônomos, caixas de mercado sendo substituídos por caixas automatizados, agências de viagem sendo substituídas por plataformas e aplicativos de viagem onde o usuário faz tudo sozinho, lojas físicas sendo substituídas por lojas on-line ou marketplaces.

Eu tenho insistido na teoria de que os bancos não vão acabar, mas inevitavelmente serão reduzidos e substituídos por agências digitais, aplicativos e outros serviços automatizados. O jornalismo não vai acabar, o que acabou são os jornais impressos. O mercado educacional não para de crescer, mas agora é on-line. As livrarias estão indo a falência, mas o consumo de livros impressos e digitais vendidos pela Web aumentou consideravelmente.

Dentro de todo esse contexto, a internet que tem sido encarada como a grande vilã por alguns, mas na verdade tem se mostrado como a melhor opção para quem quer se livrar de um modelo de mercado ultrapassado baseado na venda do seu tempo e da sua força de trabalho.


Nem capitalismo, nem liberalismo, nem socialismo, nem comunismo, a nova alternativa para a distribuição mais justa de renda e para um novo modelo de trabalho é a digitalização.


A DESCENTRALIZAÇÃO DO PODER ECONÔMICO


A grande mudança nisso tudo é que agora um jornalista não depende mais de um salário pago pelo dono do jornal que fica com todo o lucro, ele pode ter seus próprios canais de comunicação, seja em um blog, um portal de notícias, um canal no Youtube, uma rádio através de podcasts ou até mesmo transmissão ao vivo, entre muitas outras alternativas, ou pode até mesmo trabalhar como freelancer para outros canais digitais de notícias ou entretenimento.

Um professor, assim como eu, não depende mais das míseras horas/aula pagas pelas instituições de ensino, ele pode vender seus cursos diretamente para seus alunos, até mesmo com mais qualidade do que tinha condições de fazer em sala de aula, por preços mais acessíveis, e dispensando os intermediários que ficavam com os lucros enquanto ele recebia seu mísero salário.

Esses são apenas dois exemplos, mas podemos aplica-los a quase todas as profissões. Hoje você pode ter uma loja virtual disputando espaço com grandes varejistas. Pode desenvolver seu produto e vende-lo pela web, sem precisar mais depender dos antigos canais de vendas, como redes de lojas e supermercados que ditavam as regras e determinavam quem podia ou não fazer sucesso.


Os bancários citados lá no início, sempre insatisfeitos com suas metas abusivas e condições estressantes de trabalho, podem agora desenvolver aplicativos ou até mesmo criar Startups (Fintechs), concorrendo com seus antigos empregadores e conseguindo uma parte maior do bolo, que antes ficava todo para os banqueiros.



MAS OLIMPIO, POR QUE ENTÃO AS PESSOAS CONTINUAM BRIGANDO POR SEUS EMPREGOS?

Infelizmente, ao contrário do que alguns tentam acreditar, o Brasil não tem uma cultura empreendedora. O empreendedorismo aqui é muito mais motivado pela necessidade e falta de opção do que por inspiração e cultura. Desde cedo aprendemos que é bom ter uma carteira assinada, ou mesmo passar em um concurso público para conseguir uma eterna estabilidade.


Não sou contra nenhuma das duas situações, precisamos de pessoas em todas as áreas de atuação, porém, como falo no início desse artigo, estamos no fim da era do emprego, e saber empreender se tornou uma necessidade de sobrevivência.

Charles Darwin certa vez disse: “Não é a mais forte das espécies que sobrevive ou a mais inteligente. Mas sim aquela que está mais adaptada a mudança”, e isso também acontece no mercado de trabalho e no mundo dos negócios.

Enquanto faltam empregos nas áreas tradicionais, sobram oportunidades para prestadores de serviço, consultores, empreendedores em todos os setores.

Em países mais avançados neste sentido, como EUA, Japão, Alemanha e muitos outros, as pessoas são estimuladas a criar coisas novas, a empreender, a mudarem sua sociedade a partir da geração de novos negócios, e isso movimenta toda a economia, beneficiando pessoas de todas as classes sociais.

No Brasil, um empresário visto por muitos como sendo pior que um bandido, um porco capitalista em busca do lucro fácil. É mais fácil ver um traficante sendo eleito para um cargo público ou parte da população fazendo passeatas para defender corruptos, do que um empreendedor sendo exaltado. Grande parte dos brasileiros ainda são criados a partir de uma cultura atrasada baseada no paternalismo do estado, onde o estado tem obrigação de suprir todas as necessidades e na CLT, onde ter um "emprego" é mais importante que ter um "trabalho" ou uma fonte de renda.

As faculdades e escolas técnicas não ensinam as pessoas a empreender. Seus alunos são formados por uma grande maioria de professores “anti-capitalistas”, que formam seus alunos “para o mercado de trabalho”, ou seja, para serem empregados e não patrões, e esse é um dos motivos de cada vez mais as novas gerações perderem o interesse no ensino superior (que no Brasil, de superior não tem quase nada), e passaram a buscar cursos de capacitação como os que oferecemos em nossa plataforma.


E QUAL A SOLUÇÃO PARA ISSO OLIMPIO?

Diversas pesquisas apontam que em torno de 50% da força de trabalho será composta por freelancers em 2025. No Brasil já se calcula que cerca de 30% dos trabalhodores já sejam freelancers, profissionais liberais ou autônomos. Isso significa que 1 em cada 2 profissionais atuará por conta própria em um futuro próximo.


Nessa nova "Era" as pessoas devem buscar por "trabalho" e não por emprego, e aí entra a Gig Economy.


Também conhecida como “Economia Compartilhada” a "Gig Economy" segundo o Dicionário de Cambridge é: “Uma forma de trabalho baseada em pessoas que têm empregos temporários ou fazem atividades de trabalho freelancer, pagas separadamente, em vez de trabalhar para um empregador fixo”.


“50% da força de trabalho será ‘freelancer’ em 2025”


Ou seja, como podemos observar, o emprego convencional com carteira assinada e horário fixo está sendo substituído pela prestação de serviços e trabalhos "sob demanda", como acontece com os profissionais de marketing digital que oferecem seus serviços em plataformas como o Marketing Freelas por exemplo.


A solução então é uma só: "tirar a bunda da cadeira e começar a agir". Empreender, por mais difícil que seja é sempre melhor e mais prazeroso do que ser empregado de alguém. Se você não construir seus sonhos, vai acabar trabalhando para construir os sonhos de alguém.


ASSISTA TAMBÉM: Qual a idade ideal para trabalhar com Marketing Digital


LEIA TAMBÉM: Você acha que está velho para iniciar um negócio digital?




807 visualizações

Assine nosso canal no Youtube!

Banner Manual de Consultoria.png
banner the digital marketing book.png