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  • Redação GestordeMarketing

COMO SERÁ O "NOVO NORMAL"?

Texto de Olimpio Araujo Junior - GestordeMarketing.com

Isolados em nossas casas seguras e confortáveis, conectados com o mundo através da internet, com informação em tempo real sobre absolutamente tudo, com grande parte da população sendo atendida por campanhas feitas por empresas, celebridades, ou até pela ajuda de governos de todos os países, ainda insistimos em propagar discursos apocalípticos sobre o futuro da humanidade, da economia e até mesmo sobre o tão falado "NOVO NORMAL".


Estamos tão acostumados a viver protegidos de todos os males, cercados por um "mundo perfeito" criado pelas redes sociais que não lembramos que o mundo já passou por situações muito piores que essa, em épocas onde a ciência era limitada, a tecnologia praticamente inexistente e os recursos eram muito mais escassos.


Para ilustrar o que quero dizer, vou utilizar com base algumas informações de textos de outros autores, e vou contar a história de um cidadão norte-americano fictício, nascido em 1900 e que faleceu em 1985.


Nascido na Europa em um período de fome, conflitos e miséria, nosso personagem e sua família migram para o "novo mundo" em busca de uma vida melhor.


Quando ele tinha apenas 14 anos, estar vivo já era uma vitória. Ele já tinha passado por uma vida difícil em uma sociedade com poucos recursos, sem nenhum luxo ou conforto, sem luz elétrica, sem educação formal para a maioria da população, sem apoio de governos. Nessa idade já precisava trabalhar como um adulto para conseguir seu sustento e ajudar no sustento de sua família.


Então nesse ano inicia a Primeira Guerra Mundial que só terminaria em seu aniversário de 18 anos com cerca de 22 milhões de pessoas mortas e um impacto sem precedentes na economia mundial.


No final do mesmo ano, uma epidemia conhecida como "Gripe Espanhola" atingiu o planeta e durou 2 anos, até ele completar seus 20 anos. Cinquenta milhões de pessoas morreram nesse período, inclusive muitos de seus familiares. Agora ele é o responsável pela família, pelos irmãos mais novos e provavelmente pelos seus próprios filhos, pois nessa época os casamentos aconteciam cedo.


Ao completar 29 anos, começa a "Grande Depressão". Em um período onde a desigualdade social era a regra, o desemprego atinge 25% da população, o PIB global cai 27%. Esse período dura 4 anos, até nosso personagem completar 33 anos. Seu país quase entra em colapso, assim como diversos outros países afetados pela crise econômica mundial. A mortalidade infantil dispara, assim como a morte por doenças, pela fome, a criminalidade e os suicídios. É praticamente impossível calcular o número de vítimas, mas foram milhões.


Ao completa 39 anos, a Segunda Guerra Mundial começa. Dois anos depois, já com 41 anos, os Estados Unidos são totalmente envolvidos na guerra. Nessa época ele já poderia ser considerado um sobrevivente natural, já que a expectativa de vida nesse período era em torno de 40 anos de idade.


Entre seus 39 e 45 anos, 75 milhões de pessoas morrem nesta guerra, mais de 6 milhões morreram no Holocausto.


Aos 52, começa a Guerra da Coréia e cinco milhões perecem. Chegamos aos anos 60, aproximando-se do seu 62º aniversário, inicia a Crise dos Mísseis Cubanos, um ponto de inflexão na Guerra Fria.


Dois anos depois nosso amigo já está com 64 anos e grande parte da sua geração já morreu, então começa a Guerra do Vietnã que duraria muitos anos e levaria também um dos seus netos mortos em batalha e muitos amigos dele. Em sua pequena cidade, grande parte dos jovens morreram ou foram mutilados durante esse período.


Ao completar 75 anos, a Guerra do Vietnã finalmente termina. Quatro milhões de pessoas morrem nesse conflito.


A vida em nosso planeta, como a conhecemos, poderia muito bem ter terminado, ou mesmo poderia ter transformado definitivamente nossa sociedade, mas pelo contrário, ajudou a humanidade a evoluir em todos os sentidos. ⠀ Em 1985, ele já é um octagenário e a sociedade está transformada. Seu país é uma potência mundial e colhe os frutos de uma sociedade que ficou mais forte ao longo das crises, mas agora, com tudo mais fácil e mais seguro, porém os jovens dessa época reclamam de como sua vida é difícil, pois segundo eles o mundo está mais competitivo, o capitalismo é injusto, o stress é o mal do século, e não entendem por que seu avô não compreende suas dificuldades e desafios.


Chegamos a 2020. Nosso personagem não está mais entre nós. Seu neto que nasceu nos anos 70 agora tem cerca de 50 anos. Nunca passou fome, nunca participou de uma guerra, sua maior dificuldade foi manter um emprego que pudesse bancar a universidade dos filhos, o carro do ano, pagar a hipoteca de sua confortável casa no subúrbio, e as viagens de férias.


Seu bisneto tem 20 anos, não conhece o mundo sem internet ou smartphones. Se relaciona pelas redes sociais desde que nasceu. Faz video conferências com seus colegas de "startup" e assiste aulas on-line, mas sofre de depressão por que não consegue ter o mesmo padrão de vida de seus influencers no Instagram.


Juntos, Neto e Bisneto temem pelo futuro da humanidade, lamentam por tudo o que "perderam" em 2 meses de quarentena e se questionam sobre como será o "NOVO NORMAL".

Alguns dos seus amigos não conseguem enxergar perspectivas para o futuro, tomam decisões precipitadas e ajudam a propagar um clima de pânico sobre o futuro.

Para concluir, quero apenas dizer que somos muito mais fortes e muito mais capazes do que imaginamos. Estamos vivendo uma crise social, econômica e principalmente que envolve vidas, mas somos capazes de supera-la e aprender com ela, e quando tudo isso terminar, vamos sair ainda mais fortes disso tudo.

Não existe um "novo normal", nosso normal sempre foi superar desafios, superar crises e sobreviver, desde o início dos tempos.





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