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O YouTube nunca esteve diretamente relacionado ao e-commerce. Sem dúvida, ele auxilia – e muito –, em uma perspectiva de construção de marca, a partir do momento em que os vídeos são usados como mais uma fonte de conteúdo. É possível usar os vídeos como mais uma maneira de informar o cliente, mais facilidade para viralizar uma campanha e o que mais a criatividade mandar.
Apesar de parecer estático e com poucas possibilidades de personalização, o YouTube vem apresentando novas formas de apresentar os vídeos. Um dos mercados que usa, e muito bem, o YouTube como ferramenta de divulgação de conteúdo e uma ponte para suas lojas, é o da música eletrônica. As páginas de selos de gravadoras e as páginas dos DJs, apresentam ferramentas “extra tela” de exibição que raramente são vistas em páginas de empresas grandes.
As páginas dos DJs Armin van Buuren, Tiesto e Markus Schulz, por exemplo, apesar de simples, apresentam vários recursos de áudio e vídeo relacionados diretamente com links para lojas de camisetas, páginas em redes sociais e que mostram como o YouTube pode se integrar com todas as outras ferramentas de comunicação de uma empresa. Sim, os DJs são uma empresa, pois precisam vender suas músicas, shows e imagem.
Outra forma de usar o YouTube que teve uma grande repercussão, foi a ocasião do lançamento do filme Mercenários, de Stallone. Para promover o filme, os produtores resolveram explodir o YouTube. Com isso, ganharam visibilidade e o YouTube mais uma maneira de usar sua plataforma como ferramenta de divulgação. Apesar de “forçado”, vale a pena conferir.
Recentemente, uma ligação mais do que direta entre o YouTube e as vendas foi inaugurada pela French Conection. Além de usarem o YouTube como um canal para a apresentação de dicas de moda, a empresa permite que o cliente assista aos vídeos e, se gostar de alguma peça, possa clicar sobre ela, dentro do YouTube, e ser direcionado ao site da loja. Assim, direito.
A partir deste “case”, é possível observar que as mídias sociais vêm se modificando para atender às
demandas das empresas e oferecer mais um canal de vendas para as pessoas que gostam de vídeos.
Apesar de parecer inovador e irresistível, há um ponto que chama a atenção. De acordo com uma pesquisa recente da Visible Measures, o tempo de visualização de vídeos, ou seja, o tempo de permanência das pessoas frente a um vídeo, vem caindo. Segundo a pesquisa, 20% das pessoas desistem do vídeo antes dos 10 segundos. Apesar de parecer pouco, segundo Matt Cutler, um dos pesquisadores, “se uma campanha de vídeo tem 10 milhões de espectadores, 2 milhões a abandonarão antes do 10 segundos”. Em uma campanha de escala como a French Conection, isso pode ser um problema.
Contudo, a pesquisa e os cases apontam para duas direções: mais possibilidades de usos do YouTube e mais cuidado para ser fazer vídeos mais curtos e com mensagens diretas e objetivas. O tempo está se tornando mais escasso atualmente. Além disso, milhões de pessoas fornecem e consumem conteúdo cotidianamente, por isso, captar a atenção das pessoas é uma tarefa mais árdua e complexa.

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