Greve dos Correios gera prejuízo para e-Commerce e problemas para consumidores


Por: Olimpio Araujo Junior - www.gestordemarketing.com

 

Prestes a completar um mês, a greve dos funcionários dos Correios que iniciou em 14/09/2011, deixa de entregar diariamente cerca de 35 milhões objetos, entre encomendas, contas e correspondências, o que já gerou um prejuízo milionário tanto para a estatal como para usuários e empresas de todos os setores.

 

A Empresa Brasileira de Correios e telégrafos, ou apenas "Correios" como é conhecida popularmente já estima um prejuízo de R$ 360 milhões, mas neste valor não estão considerados as perdas de consumidores que acabam atrasando contas e pagando juros, de empresas que deixam de receber suas contas em dia, e até mesmo de lojas virtuais que dependem dos serviços de entrega para continuar vendendo e entregando seus produtos.

 

Greves em serviços públicos trazem prejuízos para empresas e para consumidores, que mais uma vez, ficam reféns da politicagem dos sindicatos e de empresas públicas engessadas. Se um e-Commerce fica uma semana sem poder entregar seus produtos, deixa de vender, perde seus clientes e pode ter prejuízos irreversíveis, por este motivo, não pode depender de uma empresa de entregas que para suas operações diversas vezes por ano por tempo indeterminado.

 

Nos últimos anos os Correios tem perdido mercado para empresas privadas de entregas, e apesar de ter a exclusividade na entrega de correspondência, também tem sido substituído gradativamente pela comunicação on-line. Até mesmo a entrega de contas tem sido substituída pela cobrança eletrônica e por outros meios.

 

Segundo o consultor de web marketing Olimpio Araujo Junior, fundador do site Gestordemarketing.com, "O que nem os sindicalistas e nem os gestores destas empresas não entendem, é que seus clientes estão aprendendo a utilizar meios alternativos em momentos de greve. Na greve dos bancários, os clientes passam a utilizar o Internet Banking (gerenciadores financeiros on-line), e depois de perceberem o quanto é prático, rápido, comodo e seguro, após terminada a greve, estes consumidores não voltam para as agências, diminuindo ainda mais o trabalho e por conseqüência reduzindo vagas no setor. O mesmo deve acontecer com os Correios. Usuários procuram novas alternativas, e não voltam a utilizar os seus serviços, pois não é possível continuar dependente de um serviço público quando ele não funciona quando você precisa. Para contas é possível usar o débito automático ou receber faturas por e-mail, para correspondências, é possível usar o e-mail e outras mídias, e para encomendas, cada vez mais transportadoras privadas assumem este mercado."

 

A sugestão de Olimpio é que empresas que dependem de serviços de entregas não abram mão necessariamente de seus contratos com os Correios, mas mantenham uma segunda opção de transportadora ou empresa de entregas. "Não deixar todos os ovos em uma cesta só é um ensinamento que é passado por gerações, e deve sempre ser considerado em qualquer área da gestão", afirma o consultor.

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