Os melhores cursos de Marketing Digital, Mídias Sociais , e e-Commerce do Brasil
Por: Olimpio Araujo Junior - www.gestordemarketing.com
Problemas com sites de compras coletivas já não são mais novidade. O sistema que iniciou no Brasil através do site "Peixe Urbano" e que já foi replicado para centenas de outros sites tornou-se rapidamente também um dos campeões de reclamações em órgãos de defesa dos consumidores e em sites especializados e receber postagens de clientes insatisfeitos.
Ao pesquisar sites como Procon, ReclameAqui e IDEC, é possível perceber que entre os problemas mais frequêntes dos consumidores estão:
- Discriminação e constrangimento: ou seja, consumidores são tratados de forma diferente quando compram produtos e serviços pelos sites de compra coletiva;
- Utilização indevida de dados pessoais dos compradores: Neste caso, o mais comum é que o mailing seja repassado para os anunciantes do site de compras coletivas, ou mesmo que seja vendido para empresas de e-mail marketing;
- Desconto maquiado: Os anunciantes inflacionam os preços para disponibilizá-los em promoção, fazendo com que contratar o serviço diretamente no fornecedor saia mais barato do que adquirir dos sites de compras coletivas com desconto. Em outros casos, algumas empresas prometem descontos que não existem, cobrando o valor real do produto ou serviço;
- Falta de informações sobre as empresas anunciantes: é comum que os anunciantes não divulguem de maneira clara seus dados ou que coloquem essas informações em locais de difícil localização;
- Ausência de SAC: A grande maioria (inclusive os grandes sites do setor), não possuem opção de atendimento rápido ao consumidor, seja por meio de telefone ou chat. As opções mais comuns oferecidas são apenas perguntas frequentes, com respostas pré-formuladas, ou um contato por formulário de e-mail que pode demorar dias para ser respondido;
- Isenção de responsabilidade: Todos os sites de compras coletivas pesquisados apresentaram cláusulas contratuais que eximem sua responsabilidade em relação à qualidade e à eficiência dos produtos e serviços que oferecem. De acordo com os contratos, a obrigação de reparar eventuais prejuízos cabe apenas aos seus parceiros, admitindo que são apenas intermediadores da compra.
Esses são apenas alguns dos problemas identificados. Porém, as reclamações de consumidores com os produtos e serviços comprados em sites de compras coletivas são tantas que já se tornaram rotina e até mesmo arriscam a reputação deste segmento, fazendo com que muitos se questionem até quando esse mercado irá durar. Eu mesmo, confesso que desde o início tenho levantado muitos questionamentos em relação ao tempo de vida deste modelo de negócios on-line.
Mas como a internet não para de evoluir, e novas idéias surgem a todo momento, a novidade do mercado é uma startup com um modelo inédito no Brasil, batizada de "Plingo".
Segundo a assessoria de imprensa do Plingo, por não se tratar de um site de compras coletivas e nem de um agregador de ofertas e descontos, seu objetivo será conquistar e fidelizar clientes nos estabelecimentos comerciais e promover o hábito do consumo consciente. Para os comerciantes, a meta é garantir a lucratividade de seus negócios de uma maneira sustentável e jamais vista no Brasil.
Apesar de ainda não termos informações sobre como este novo modelo de negócios irá funcionar, temos certeza de uma coisa: Se o Plingo queria chamar a atenção, está tendo sucesso. Como estratégia de pré-lançamento, foi divulgado através do Youtube e do Facebook o videoclipe "Cupons de Quinta", que tem sido amplamente compartilhado nas redes sociais nos últimos dias.
Outra estratégia diferenciada que tem agradado é o fato do novo site não pedir o e-mail aos internautas para cadastro e não enviar spams. Para acompanhar as novidades da Plingo, que tem como slogan "Não é compras coletivas É Plingo!", basta clicar em Curtir na página da Plingo no Facebook (www.facebook.com/plingoBR).
Para quem é cético em relação a novas ferramentas, lembro que a onda dos sites de compras coletivas também começou com um único site de sucesso e acabou gerando mais de mil novos sites em diferentes formatos, nichos e áreas de atuação. Se o Plingo cumprir o que promete, pode ser uma nova onda que pode somar ao que já existe, ou substituir os já desgastados sites de compras coletivas.
Assista o vídeo de lançamento do Plingo:
© 2012 Criado por Olimpio Araujo Junior.
